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Gleisi Hoffmann defende prisão preventiva de Ciro Gomes e o acusa de “machismo repugnante”

Jornal Panorama
8 de setembro de 2025

A presidente da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT‑PR), expressou neste domingo, 7 de setembro de 2025, total apoio ao pedido de prisão preventiva dirigido a Ciro Gomes (PDT), conforme ação movida pela Advocacia do Senado. Em postagem nas redes sociais, Gleisi qualificou as falas de Ciro como “gravíssimas” e classificou seu comportamento como “machismo repugnante”.

O pedido de prisão preventiva foi protocolado na segunda-feira, 4 de setembro, como parte de uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE). O ex-ministro é acusado de violência política de gênero contra a prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT).

Gleisi escreveu:

“Agiram muito bem a Advocacia do Senado ao pedir prisão preventiva de Ciro Gomes por seus ataques à ex-senadora e atual prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias.”

“As ofensas de Ciro são gravíssimas e de machismo repugnante. Ele vem desafiando a Justiça com ataques reiterados desde 2024. Toda solidariedade à prefeita Janaína.”

O caso foi iniciado em 2024, quando Janaína ainda ocupava uma vaga no Senado. A acusação aponta que, mesmo após uma condenação em primeira instância, as ofensas continuaram em entrevistas e nas redes sociais, o que teria impulsionado o pedido por medidas mais duras.

Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Ciro Gomes a pagar R$ 52 mil de indenização à prefeita Janaína Farias. A decisão foi baseada em declarações feitas em abril de 2024, quando ele se referiu à petista como “assessora de assuntos de cama” e “cortesã”.

Além disso, o juiz da 115ª Zona Eleitoral, Victor Nunes Barroso, encaminhou o caso à Polícia Federal para avaliar a ocorrência de crime de perseguição (stalking). A defesa de Ciro Gomes contestou, alegando que se trata de direito à liberdade de expressão e crítica política. O advogado Walber Agra afirmou:
“A nossa linha de defesa é que não há ofensa. Trata-se de uma discussão política.”

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