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Ataque terrorista em ponto de ônibus em Jerusalém deixa seis mortos e vários feridos

Jornal Panorama
8 de setembro de 2025

Na manhã desta segunda-feira (8 de setembro de 2025), dois homens armados abriram fogo em um ponto de ônibus no cruzamento de Ramot, na periferia norte de Jerusalém, em um atentado considerado um dos mais mortais dos últimos anos na cidade. Seis pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas.

Modalidades e vítimas

O ataque ocorreu por volta das 10h13 (horário local), quando os dois criminosos dispararam contra passageiros e pessoas que aguardavam o transporte público. Entre os mortos estavam três homens de aproximadamente 30 anos, um homem e uma mulher na faixa dos 50, e uma vítima adicional identificada na sequência dos socorros. Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas, com algumas em estado grave.

Autores e modus operandi

Os atentadores são descritos como palestinos vindos da Cisjordânia, especificamente de vilarejos próximos a Ramallah. Utilizaram uma submetralhadora improvisada, modelo “Carlo”, e chegaram ao local em um veículo — possivelmente um carro — antes de iniciar os disparos e embarcar ou alvejar pessoas nas proximidades.

Reação imediata

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) e um civil armado — um ultraortodoxo com licença legal — conseguiram neutralizar os dois atacantes no local. Hong Kong de emergência e ambulâncias chegaram rapidamente à cena, e hospitais de Jerusalém receberam os feridos, com fornecimento urgente de aproximadamente 60 unidades de sangue.

Contexto político e resposta governamental

O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, que tinha audiência marcada em sua investigação por corrupção, adiou-a e dirigiu-se imediatamente ao local do atentado. Ele declarou que Israel está em uma “guerra poderosa contra o terrorismo”, ressaltando que o incidente acontece em meio ao conflito contínuo com a Faixa de Gaza e tensões na Cisjordânia.

O governo e autoridades classificaram o episódio como “ato terrorista”. O ministro da Economia, Nir Barkat, culpou a Autoridade Palestina pelo ataque e chegou a pedir o fechamento do órgão. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, ressaltou que os autores vieram de áreas controladas pela autoridade palestina e usou o fato para questionar a viabilidade da criação de um Estado palestino.

Reações e repercussões

O Hamas elogiou o ataque como uma “resposta natural aos crimes da ocupação”, mas não assumiu a autoria formal. A Jihad Islâmica Palestina também saudou o atentado. Em contrapartida, a Autoridade Palestina em Gaza condenou o ato, chamando-o de violência inaceitável.

O ataque levou a rápidas incursões do IDF em vilarejos próximos a Ramallah, com bloqueios, buscas por cúmplices e maiores medidas de segurança nas entradas de Jerusalém.

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