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Goiás registra aumento de 48% nos focos de incêndio em 2025 e vive alerta ambiental

Jornal Panorama
29 de julho de 2025
O estado de Goiás registrou um aumento alarmante de 48% nos focos de incêndio entre os meses de janeiro e maio de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram 552 ocorrências registradas, afetando gravemente diversas regiões do estado.
Entre os municípios mais impactados estão Goiânia, Luziânia, Cristalina, Cavalcante e Formosa, onde as queimadas avançaram em áreas urbanas, rurais e de proteção ambiental.
Estiagem prolongada e ação humana agravam cenário
Especialistas apontam que o aumento dos focos está diretamente ligado à estiagem prolongada, com temperaturas que ultrapassaram os 40 °C e índices críticos de umidade do ar. Além disso, há forte influência da ação humana, especialmente em regiões agropecuárias que realizam queimadas sem licenciamento ambiental.
As queimadas causam a destruição da vegetação nativa, comprometem a biodiversidade e afetam diretamente a qualidade do ar, prejudicando a saúde da população.
Governo intensifica combate com drones e satélites
Diante da situação crítica, o governo estadual intensificou as ações de combate e prevenção. Foram mobilizadas brigadas especializadas, com o apoio de drones de monitoramento, imagens de satélite e equipamentos de resposta rápida. O investimento anunciado ultrapassa os R$ 16 milhões, com foco na proteção de áreas sensíveis e no reforço da fiscalização.
Além da resposta operacional, o estado também tem promovido campanhas de conscientização para orientar a população sobre os riscos e os canais de denúncia. Queimadas ilegais podem ser denunciadas pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros.
Queimadas geram impactos econômicos e na saúde
O aumento dos incêndios também tem impactos diretos na saúde pública, com registro crescente de internações por doenças respiratórias, especialmente entre crianças e idosos. Só em 2024, os prejuízos ambientais, econômicos e sociais causados pelas queimadas em Goiás foram estimados em R$ 1,5 bilhão.
Enquanto o Brasil, de forma geral, registra uma redução nos focos de calor e nas áreas queimadas, Goiás segue em trajetória oposta, com risco elevado de novos incêndios no segundo semestre — período historicamente mais crítico devido à seca intensa e ao aumento das práticas irregulares de manejo do solo.
População deve colaborar na prevenção
As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para reverter esse cenário. Entre as recomendações estão:
•Evitar qualquer tipo de queimada, inclusive para limpeza de terrenos;
•Realizar manejo agropecuário com orientação técnica e autorização ambiental;
•Denunciar focos de incêndio e queimadas ilegais;
•Não jogar bitucas de cigarro ou lixo em áreas secas;
•Preservar matas ciliares e áreas de reserva legal.
O estado permanece em alerta máximo, e a mobilização preventiva será intensificada ao longo dos próximos meses.

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