Animal era conhecido e cuidado por moradores da região. Caso gerou comoção nas redes sociais e revolta na comunidade.
Um homem foi preso na tarde desta quarta-feira, 27 de maio, pela Polícia Militar de Silvânia, suspeito de envolvimento na morte de um cão comunitário no bairro São Sebastião. O caso causou forte comoção entre moradores da região e ganhou repercussão nas redes sociais.
De acordo com relatos de moradores, o animal era bastante conhecido no bairro. Apesar de viver nas ruas, recebia cuidados constantes da comunidade, como alimento, água e carinho. Para muitos residentes, o cão era considerado parte da rotina local e tratado como um animal de estimação coletivo.
A situação ganhou grande repercussão após vídeos do animal em sofrimento circularem nas redes sociais, levantando suspeitas sobre a causa da morte. Diante da situação, moradores acionaram a Polícia Militar, que localizou o suspeito e realizou a prisão ainda na tarde de quarta-feira.
O corpo do animal foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal. Em seguida, foi levado ao Centro de Zoonoses, onde deverá passar por análise para identificar a causa oficial da morte. O laudo deverá confirmar ou descartar a hipótese de envenenamento.
O suspeito deverá responder por maus-tratos a animais, crime previsto na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A legislação foi alterada pela Lei nº 14.064/2020, que aumentou as penas para crimes cometidos contra cães e gatos. Em casos de morte do animal, a pena pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda.
A prisão foi recebida com alívio por parte dos moradores, mas não diminuiu a revolta causada pela morte do animal. Nas redes sociais, moradores de Silvânia e de cidades da região compartilharam mensagens de indignação, pedidos de justiça e homenagens ao cão.
O caso também reacende o debate sobre a proteção de animais comunitários em pequenos municípios, onde a atuação de cuidadores voluntários muitas vezes exerce papel essencial no cuidado diário de cães e gatos que vivem nas ruas.
A reportagem tenta contato com a Polícia Militar de Silvânia e com o Centro de Zoonoses para obter mais informações sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestação do suspeito e da defesa.