O biólogo Leandro Silveira, fundador e presidente do Instituto Onça-Pintada (IOP), se pronunciou sobre a morte de Jorge Ávalo, de 62 anos, atacado por uma onça-pintada em Aquidauana, Mato Grosso do Sul. Em suas redes sociais, Silveira lamentou o ocorrido, classificando-o como um evento “raríssimo” e uma “exceção da regra” .
Silveira destacou que a onça-pintada não vê o ser humano como presa natural, enfatizando a raridade de ataques dessa natureza. Ele comparou o número de mortes causadas por grandes predadores, como a onça-pintada, com outras causas de morte por animais, afirmando que “os grandes predadores, onça-pintada, por exemplo, é praticamente irrisório” .
A declaração gerou polêmica nas redes sociais, especialmente o trecho em que Silveira afirma que “mosquito mata mais do que onça”, o que foi interpretado por alguns como uma tentativa de minimizar a gravidade do ataque.
A onça-pintada responsável pelo ataque foi capturada por agentes da Polícia Militar Ambiental e pesquisadores na região de Touro Morto, no Pantanal. O animal, um macho de 94 quilos, foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Campo Grande, onde passará por avaliação e cuidados necessários .
O Instituto Onça-Pintada, fundado por Leandro Silveira e Anah Tereza de Almeida Jácomo em 2002, é uma organização não governamental dedicada à conservação da onça-pintada e de seu habitat natural .
O caso reacende o debate sobre a convivência entre humanos e grandes predadores, ressaltando a importância de políticas públicas e ações educativas para prevenir conflitos e promover a conservação da fauna silvestre.