A JBS, maior processadora de carnes do mundo, deixou de pagar cerca de R$ 8,52 bilhões em impostos federais entre janeiro de 2024 e maio de 2025, segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC). Esse valor representa impressionantes 68% do lucro líquido da empresa no período, estimado em R$ 12,5 bilhões.
As renúncias fiscais ocorreram por meio de benefícios concedidos pelo governo federal, especialmente ligados ao setor do agronegócio e às exportações, como isenções de PIS/Cofins e regimes especiais. Os dados foram obtidos diretamente da Receita Federal, através do painel DIRBI.
A revelação acendeu um novo debate sobre a justiça fiscal no Brasil. Enquanto setores essenciais enfrentam cortes e contenção de gastos, grandes empresas como a JBS continuam se beneficiando de isenções bilionárias, mesmo com lucros expressivos. Especialistas apontam que essa lógica de benefícios concentrados em gigantes do agro aprofunda desigualdades e enfraquece a arrecadação tributária. A JBS ainda não comentou oficialmente os números, mas o caso reforça a urgência de uma reforma tributária que trate com mais equidade os diferentes segmentos econômicos.