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Governo Federal regulamenta Nova Política de Educação a Distância para ampliar qualidade e acesso ao ensino superior

Jornal Panorama
20 de maio de 2025

Com o objetivo de garantir mais qualidade na oferta de Educação a Distância (EaD) e fortalecer essa modalidade como uma ferramenta estratégica de ampliação e democratização do acesso ao ensino superior, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta segunda-feira (19) o decreto que regulamenta a Nova Política de Educação a Distância no Brasil. A cerimônia contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e outras autoridades do setor.

A nova regulamentação estabelece diretrizes mais claras e rigorosas para a oferta de cursos a distância em instituições públicas e privadas, promovendo maior controle de qualidade, exigência de infraestrutura adequada e garantia de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade regional e o direito à formação plena dos estudantes.

“A Educação a Distância precisa ser sinônimo de qualidade, inclusão e oportunidade, e não um atalho mal fiscalizado”, afirmou o presidente Lula durante o evento. Segundo ele, o Brasil precisa garantir que o ensino superior esteja ao alcance de todos, inclusive daqueles que vivem em áreas mais remotas, mas sem abrir mão da excelência na formação acadêmica.

Entre os principais pontos da nova política estão:
• Avaliação mais rigorosa dos cursos EaD, com critérios específicos de qualidade;
• Maior exigência de polos presenciais, com laboratórios, bibliotecas e suporte pedagógico;
• Fortalecimento da regulação e supervisão pelo MEC, inclusive com visitas in loco;
• Estímulo à oferta pública de EaD, por meio das universidades federais e institutos federais;
• Promoção de inclusão digital e formação de professores para atuar na modalidade.

O ministro Camilo Santana destacou que a regulamentação é fruto de amplos debates com especialistas, instituições de ensino e representantes da sociedade civil. “A Nova Política de EaD é um marco na história da educação brasileira. O que está em jogo é o futuro de milhares de jovens que veem na educação a porta de entrada para uma vida mais digna”, disse.

A medida também pretende combater a proliferação de cursos EaD de baixa qualidade, muitas vezes oferecidos com foco apenas no lucro, sem estrutura mínima para garantir um processo formativo adequado.

Com o decreto, o Ministério da Educação terá até 180 dias para atualizar normativas complementares e orientar as instituições sobre os novos parâmetros exigidos. O objetivo é que as mudanças comecem a ser aplicadas já no segundo semestre de 2025.

A regulamentação da Nova Política de EaD reforça o compromisso do governo federal com uma educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade para todos os brasileiros.

 

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