Historicamente, nas disputas eleitorais presidenciais, a aprovação popular do chefe do Executivo a pouco mais de um ano da eleição costuma ser um forte indicativo do desfecho nas urnas. Presidentes que, nesse período, contam com cerca de 46% de aprovação geralmente caminham com segurança rumo à reeleição. Por outro lado, quando esse índice fica na faixa dos 33%, a derrota tende a ser considerada praticamente certa pelos analistas.
No caso do presidente Lula, o cenário é ainda mais desfavorável. Segundo a mais recente pesquisa do DataFolha, ele conta hoje com apenas 29% de aprovação; um patamar historicamente associado a fracassos eleitorais. E o que agrava ainda mais a situação é que, ao invés de apresentar sinais de recuperação, o governo enfrenta crescente desgaste, o que pode tornar o cenário ainda mais difícil até o pleito.