A Serasa divulgou que, em maio de 2025, o Brasil registrou 77 milhões de consumidores inadimplentes, o maior número desde o início da série histórica do indicador, iniciada em 2016 .
Esse salto representa cerca de 47% da população em idade ativa e coloca as dívidas totais próximas de R$ 465 bilhões, com valor médio de débito por pessoa estimado em R$ 6.036 .
O levantamento mensal da Serasa também apontou que, no mesmo período, a inadimplência entre empresas atingiu níveis recordes: 7,7 milhões de CNPJs negativados, com dívidas de R$ 182,4 bilhões, destacando-se micro e pequenos negócios como os mais impactados .
Especialistas atribuem esse cenário preocupante a uma combinação de juros elevados, pressões inflacionárias persistentes, desemprego e restrição ao crédito, que dificultam o acesso de consumidores e empresas à renegociação de dívidas ou novos financiamentos .
Populações vulneráveis; como aposentados, trabalhadores informais e pequenos empreendedores,
enfrentam maior dificuldade de recuperação financeira, especialmente diante da rigidez do mercado de crédito e das ameaças de cortes no auxílio social.
Em resumo, o país vive um momento delicado: quase metade da população ativa está com o nome sujo, a economia informal sofre para se reerguer e o sistema financeiro mantém as torneiras creditícias fechadas. A combinação cria um ciclo de dificuldades com poucos sinais de arrefecimento imediato.