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Capim-elefante da Embrapa desponta como alternativa promissora na geração de energia renovável

Jornal Panorama
30 de abril de 2025

O capim-elefante, conhecido tradicionalmente por seu uso na alimentação de rebanhos, começa a ganhar novo protagonismo no cenário energético nacional. Cultivares desenvolvidas pela Embrapa vêm sendo cada vez mais utilizadas como fonte de biomassa para a geração de energia renovável, especialmente em substituição a combustíveis fósseis como o carvão mineral e a lenha nativa.

Com alta produtividade por hectare, fácil cultivo e baixo custo de manutenção, o capim-elefante tem se mostrado uma opção eficiente e sustentável para a produção de energia térmica e elétrica. Segundo a Embrapa, algumas variedades da planta são capazes de gerar até 40 toneladas de matéria seca por hectare ao ano, volume expressivo quando comparado a outras culturas energéticas.

Projetos-piloto já estão em andamento em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, onde o capim está sendo testado como biocombustível em caldeiras de usinas e também na forma de briquetes e pellets. Além disso, a planta também pode ser utilizada na produção de biogás por meio de biodigestores, ampliando ainda mais suas possibilidades de aplicação.

“O capim-elefante é uma alternativa estratégica para diversificação da matriz energética brasileira. É uma cultura de rápido crescimento, com alta capacidade de regeneração e que pode ser cultivada até mesmo em áreas degradadas, sem competir com a produção de alimentos”, explica um pesquisador da Embrapa Agroenergia.

Além dos benefícios econômicos, o cultivo do capim-elefante contribui para o sequestro de carbono, favorecendo práticas agrícolas mais sustentáveis e alinhadas com os compromissos climáticos do Brasil. O uso energético da planta também fortalece a bioeconomia e abre oportunidades para pequenos e médios produtores rurais.

Com o avanço das tecnologias de biomassa e a busca crescente por fontes limpas de energia, especialistas acreditam que o capim-elefante deverá se consolidar como uma das principais apostas do país na transição para um modelo energético mais verde e descentralizado.

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