A CNN Internacional confirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos deram início a uma operação militar de grandes proporções na América do Sul com o objetivo de capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado internacionalmente de narcoterrorismo e violações sistemáticas dos direitos humanos.
Segundo a emissora americana, o governo dos EUA mobilizou três destroyers, um submarino nuclear, dezenas de aeronaves de combate e cerca de 4 mil soldados para a região do Caribe, nas proximidades da Venezuela. A movimentação é vista como a maior operação militar americana na América Latina nas últimas décadas.
Apesar da gravidade do episódio, o tema ainda não ganhou repercussão na imprensa brasileira. Analistas políticos alertam que os desdobramentos dessa ação podem afetar diretamente toda a estabilidade geopolítica da América do Sul.
Resposta de Maduro
Em pronunciamento transmitido em rede nacional, Nicolás Maduro classificou a ação americana como um “ato de agressão imperialista” e declarou estado de alerta máximo em todo o território venezuelano. O ditador anunciou a mobilização de cerca de 4 milhões de milicianos civis, convocados para “defender a soberania da pátria”.
“Estamos preparados para qualquer cenário. A Venezuela resistirá”, afirmou Maduro, cercado por integrantes do alto escalão das Forças Armadas.
Tensão cresce na região
A comunidade internacional acompanha com preocupação o avanço da crise. Países como Rússia e China, aliados estratégicos da Venezuela, ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a operação americana, mas diplomatas alertam que qualquer escalada pode desencadear um conflito de proporções globais.
Ainda não há confirmação oficial da Casa Branca sobre o início de uma ofensiva direta contra o governo venezuelano. No entanto, fontes ligadas ao Pentágono indicam que a operação estaria sendo conduzida sob sigilo, com base em um mandato internacional relacionado ao combate ao narcotráfico e à proteção dos direitos humanos.
Enquanto isso, cresce a expectativa e a tensão nos bastidores diplomáticos. O mundo observa atentamente os próximos passos dessa crise que, ao que tudo indica, está apenas começando.