O mundo da moda está de luto com a morte de Giorgio Armani, renomado estilista e fundador da grife que leva seu nome. O falecimento foi confirmado nesta segunda-feira (3) pelo Armani Group, que em comunicado destacou Armani como “o criador, fundador e incansável força motriz” da marca. Segundo a empresa, ele morreu pacificamente em casa, cercado por familiares.
Conhecido como “Re Giorgio” (Rei Giorgio), Armani foi um dos grandes nomes da moda moderna italiana. Revolucionou o mercado ao introduzir ternos sem estrutura rígida e ao consolidar uma estética minimalista que redefiniu padrões internacionais.
À frente de sua marca até os últimos dias, transformou a grife em um império global, com faturamento anual estimado em 2,3 bilhões de euros. Mesmo enfrentando problemas de saúde que o afastaram da Semana de Moda de Milão em junho, seguiu envolvido em decisões criativas e executivas.
A notícia provocou uma onda de homenagens. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, exaltou sua elegância e contribuição ao “Made in Italy”, chamando-o de “símbolo do melhor da Itália”. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e personalidades da moda, como Donatella Versace, também prestaram tributo, lembrando sua criatividade e impacto cultural.
Perfeccionista e carismático, Armani cuidava pessoalmente de cada detalhe de sua empresa, desde desfiles até campanhas publicitárias. Manteve a marca independente, administrada por sua família e equipe de confiança, o que consolidou sua visão ao longo das décadas.
O velório será realizado nos dias 6 e 7 de setembro, no Armani/Teatro, em Milão, aberto ao público. O funeral será restrito à família, conforme o desejo do estilista.