O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está revisando o acordo de leniência firmado em 2016 com a empreiteira Odebrecht, que envolveu o pagamento de US$ 788 milhões em propinas em 12 países.
O procurador-assistente Edward Martin enviou uma carta ao seu antecessor, Andrew Weissmann, solicitando esclarecimentos sobre omissões no acordo, como a falta de detalhes sobre contratos superfaturados, impedindo a reparação das vítimas.
Martin é responsável por diferentes investigações sobre indícios de abuso de poder nas administrações democratas, suspeitas de instrumentalizarem agências governamentais, como DOJ, FBI e CIA.
Ao reexaminar o caso ‘Estados Unidos x Odebrecht, considerado o maior esquema de suborno estrangeiro da história, o procurador lança suspeitas sobre cláusulas do acordo supervisionado por Weissmann.
Martin destaca que, em outros casos de corrupção, o DOJ preservou informações detalhadas e garantiu restituição, mas no caso da Odebrecht, isso não ocorreu. Ele deu até 7 de outubro para Weissmann fornecer novos esclarecimentos.