O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida entra em vigor no dia 5 de junho de 2026.
Segundo o governo americano, os grupos representam ameaça à segurança nacional dos EUA por causa da atuação violenta, do tráfico internacional de drogas e da expansão de suas operações para além do território brasileiro.
Com a nova classificação, os Estados Unidos passam a ter instrumentos legais para aplicar sanções, bloquear bens e contas ligados às facções, restringir transações financeiras e adotar medidas contra integrantes ou pessoas associadas aos grupos.
A decisão ocorre após articulações de lideranças brasileiras de oposição nos Estados Unidos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que defendeu a medida em encontros com autoridades americanas.
No Brasil, o tema gera preocupação no governo federal. Integrantes da gestão Lula defendem a cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas avaliam que a classificação como terrorismo pode abrir precedentes delicados para a soberania nacional.
Pela legislação brasileira, PCC e Comando Vermelho seguem enquadrados como organizações criminosas, já que, no entendimento jurídico nacional, atuam principalmente por interesse econômico, sem motivação política, ideológica ou religiosa típica de grupos terroristas.