Uma cena tem chamado atenção nos gramados da Copa do Mundo: a grande quantidade de chuteiras rosas usadas pelos jogadores. Na primeira rodada da competição, mais de 75% dos atletas em campo utilizaram modelos nessa cor, transformando o visual das partidas em uma nova tendência.
O movimento não aconteceu por acaso. Grandes marcas de material esportivo, como Nike, Adidas e Puma, apostaram majoritariamente em tons de rosa em suas novas linhas. New Balance e Skechers também seguiram a mesma direção. A Mizuno, por outro lado, foi uma das poucas empresas que optou por fugir da tendência.
A escolha da cor está ligada à estratégia de visibilidade. O rosa cria forte contraste com o verde do gramado, fazendo com que as chuteiras se destaquem mais durante as transmissões pela TV, especialmente em replays e imagens em câmera lenta. Testes de percepção visual indicam que esse destaque pode aumentar a lembrança da marca entre os espectadores.
Além da exposição nas partidas, as marcas também miram o público jovem. Produtos com cores vibrantes costumam chamar mais atenção desse grupo, considerado estratégico para consumo, engajamento e fidelização a longo prazo.
A Copa do Mundo representa uma das maiores vitrines globais para o mercado esportivo. Durante o torneio, marcas buscam ampliar vendas, presença digital e reconhecimento internacional, aproveitando a audiência bilionária gerada pelos jogos.
No entanto, a popularização das chuteiras rosas também trouxe um efeito curioso. Como a maioria dos atletas aderiu à cor, os modelos que mais se destacam agora são justamente os de tons diferentes, por aparecerem como exceção em meio ao padrão dominante.