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Preso suspeito de fraude milionária, procurador já havia sido alvo de operação contra venda de sentenças em Goiás

Jornal Panorama
21 de maio de 2025

 

Um procurador do estado de Goiás foi preso nesta segunda-feira, 19, suspeito de envolvimento em uma fraude milionária. De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, o servidor público teria participado de um esquema de desvio de recursos que causou prejuízos aos cofres públicos, e já havia sido investigado anteriormente por suspeita de envolvimento na venda de sentenças judiciais.

A prisão foi realizada durante uma operação deflagrada pelas autoridades goianas para combater crimes contra a administração pública. Além do mandado de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.

Segundo informações preliminares, o esquema envolvia a manipulação de processos administrativos e jurídicos com o objetivo de beneficiar empresas e particulares mediante pagamento de propina. Estima-se que os valores desviados ultrapassem R$ 10 milhões.

O procurador, cujo nome não foi oficialmente divulgado pelas autoridades, já havia sido alvo de buscas em uma operação realizada anteriormente pelo Ministério Público, que investigava a negociação ilegal de decisões judiciais, um escândalo que abalou o sistema judiciário goiano à época. Apesar de não ter sido denunciado naquela ocasião, seu nome permaneceu sob vigilância.

A nova investigação revelou que o servidor teria usado seu cargo para facilitar o andamento e aprovação de processos fraudulentos, recebendo vantagens indevidas em troca de favores jurídicos. Documentos apreendidos durante a operação devem ser periciados nos próximos dias.

Em nota, o Governo de Goiás informou que está colaborando com as investigações e que o servidor foi imediatamente afastado de suas funções. “Não será tolerado qualquer desvio de conduta de agentes públicos. A administração estadual apoia integralmente o trabalho das forças de segurança e do Ministério Público”, diz o comunicado.

A defesa do procurador ainda não se manifestou oficialmente.

O caso segue sob investigação, e o procurador deve responder por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude processual e lavagem de dinheiro.

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