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4 em cada 10 universitários de Goiás já trancaram o curso por falta de pagamento, falta de emprego é o principal motivo

Jornal Panorama
29 de julho de 2025

O cenário da educação superior em Goiás enfrenta um desafio preocupante: quatro em cada dez universitários no estado já trancaram o curso por dificuldades financeiras. O dado foi revelado em uma pesquisa recente que aponta o desemprego como o principal fator de endividamento para 22% dos estudantes.

A realidade atinge tanto instituições públicas quanto privadas, mas se agrava entre os alunos do setor privado, onde o pagamento das mensalidades é indispensável para a continuidade do curso. Muitos acabam se vendo obrigados a pausar os estudos; temporária ou definitivamente, diante da falta de renda e acúmulo de dívidas.

Educação interrompida pela crise

A pesquisa mostra que a instabilidade no mercado de trabalho, especialmente entre jovens de 18 a 25 anos, compromete diretamente o acesso e a permanência no ensino superior. Grande parte dos estudantes que trancaram os cursos relatou que tentou manter os estudos mesmo diante das dificuldades, mas que o orçamento familiar não comportava mais os custos com transporte, alimentação, materiais e mensalidades.

“Tranquei no 5º período porque perdi o estágio e não consegui mais ajudar em casa. Meus pais estão desempregados e priorizamos pagar as contas básicas”, relata Lucas Almeida, 23 anos, ex-estudante de Administração em Anápolis.

Endividamento estudantil cresce

Além do desemprego, outros fatores como alta da inflação, falta de políticas de financiamento acessível e inadimplência no FIES também foram apontados como agravantes. Para muitos estudantes, a expectativa de conseguir um bom emprego após a formação tem sido adiada ou abandonada.

Especialistas alertam: é preciso agir agora

Educadores e economistas apontam que o abandono escolar em nível superior representa um retrocesso para o desenvolvimento do estado. A evasão universitária compromete a formação de mão de obra qualificada e afeta diretamente a produtividade e inovação em diversas áreas.

Programas de incentivo à permanência e ampliação de bolsas, além de medidas emergenciais de apoio financeiro, são algumas das soluções defendidas por especialistas para tentar reverter esse quadro.

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