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Goiânia terá comitê permanente para discutir políticas públicas voltadas a migrantes e refugiados

Jornal Panorama 2
3 de julho de 2026

Goiânia vai criar, pela primeira vez, um comitê permanente para discutir políticas públicas voltadas à população refugiada, migrante e apátrida. A iniciativa tem como objetivo aproximar o poder público das pessoas que vivem essa realidade e criar um canal contínuo de diálogo sobre as principais demandas enfrentadas por esse público.

Entre os temas que deverão ser debatidos pelo colegiado estão documentação, acesso à saúde, educação, mercado de trabalho, assistência social e inclusão. Atualmente, a capital concentra cerca de 4.280 migrantes, enquanto Goiás abriga aproximadamente 12 mil pessoas vindas de outros países.

Para formar o comitê, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Semasdh, vai abrir um chamamento público entre os dias 24 de julho e 7 de agosto. O processo vai selecionar representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, entidades e pesquisadores que atuam com a pauta migratória.

Segundo o superintendente de Direitos Humanos da pasta, Eduardo Oliveira, Goiás tem se consolidado como rota para pessoas de diferentes nacionalidades que chegam ao Brasil em busca de novas oportunidades.

“Goiás se tornou também uma rota de venezuelanos, cubanos, haitianos e de muitas populações da África que escolhem o Estado como referência quando vêm para o Brasil”, afirmou.

A criação do comitê representa um avanço na construção de políticas públicas mais inclusivas e no fortalecimento da rede de apoio às pessoas migrantes, refugiadas e apátridas que vivem em Goiânia.

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