Ferreira da Silva, conhecido como “Gasparzinho” por ter sido servidor fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), firmou acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) para encerrar ação por improbidade administrativa.
Ele se comprometeu a devolver R$ 1,397 milhão aos cofres publicos, em 48 parcelas, referentes ao período em que recebeu salários sem trabalhar. O caso foi revelado há mais de uma década, quando reportagem apontou que o padre não cumpria expediente desde 1995, embora continuasse recebendo, chegando a R$ 11,8 mil em 2015.
A denúncia ganhou repercussão nacional após exibição no programa Fantástico. Hoje aposentado com salário de R$ 17
mil, o padre conseguiu reverter uma demissão em 2020, retornou ao cargo e se aposentou. Segundo seu advogado, o pagamento será viabilizado por doações de amigos, familiares e fiéis de sua paróquia em Aparecida de Goiânia.
De acordo com o MP-GO, o total indevido recebido pelo padre ultrapassa R$ 4,5 milhões. O acordo integra uma série de acertos com outros dez réus do processo, incluindo quatro ex-presidentes da Alego, que somam R$ 2,52 milhões em ressarcimento e multas.