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Funcionário é demitido por justa causa após apresentar atestado médico falso feito por inteligência artificial

Jornal Panorama 2
29 de maio de 2026

Uma empresa de Tijucas demitiu um funcionário por justa causa após constatar que o atestado médico apresentado por ele era falso. A suspeita é de que o documento possa ter sido produzido com auxílio de inteligência artificial.

A fraude foi descoberta depois que a empresa entrou em contato com a clínica informada no atestado. A unidade de saúde confirmou que não havia registro de consulta médica em nome do trabalhador e que o profissional citado no documento também não realizou o atendimento.

Apesar de o atestado ter aparência semelhante a um documento verdadeiro, a irregularidade foi identificada por meio de uma verificação simples junto à clínica.

Após a confirmação da fraude, o empregado foi desligado imediatamente. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, o uso de documento falso pode ser enquadrado como ato de improbidade e mau procedimento, situações que autorizam a demissão por justa causa.

Nesses casos, o trabalhador perde direitos como aviso prévio, seguro-desemprego e multa de 40% sobre o FGTS.

Além das consequências trabalhistas, a prática também pode gerar responsabilização criminal. O uso de documento falso pode resultar em pena de dois a seis anos de prisão, além de multa. Caso seja comprovado que o próprio funcionário produziu o atestado, ele ainda poderá responder por falsificação de documento particular.

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