Pai, mãe, filhas e ex-genro são investigados pela Polícia Federal na operação Mens Occulta, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar grandes carregamentos de cocaína pelo país.
Segundo a investigação, o grupo seria liderado por Mario Sergio Nunes, conhecido como “Serjão do PCC”, e funcionaria com uma estrutura semelhante à de uma empresa, utilizando caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada.
De acordo com a Polícia Federal, a estrutura era usada para transportar drogas entre diferentes estados e movimentar recursos ligados à atividade criminosa. Os investigadores apontam que veículos e empresas estariam registrados em nome de terceiros, o que, segundo a PF, reforça a suspeita de uso de laranjas para ocultar patrimônio.
A investigação também aponta que familiares e pessoas próximas ao líder do grupo teriam participado da movimentação financeira do esquema. Empresas registradas em nome de parentes e aliados também são investigadas por possível ocultação de bens e valores.
Durante o período investigado, a Polícia Federal realizou grandes apreensões de cocaína ligadas ao grupo. Segundo a corporação, mais de 2 toneladas da droga foram apreendidas em um ano, mas esse volume representaria apenas uma parte dos entorpecentes movimentados pela organização.
Ainda conforme a PF, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, funcionava como o principal centro operacional do grupo, recebendo e redistribuindo drogas para outros municípios e estados.
Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse também que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.