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Cirurgias robóticas de joelho e quadril são realizadas pela primeira vez no Centro‑Oeste

Jornal Panorama
4 de agosto de 2025

O marco histórico na medicina ortopédica da região Centro‑Oeste foi registrado com a realização das primeiras cirurgias robóticas de joelho e quadril. O procedimento pioneiro aconteceu no Hospital DF Star, em Brasília, utilizando o sistema Mako SmartRobotics™, da empresa Stryker. A tecnologia permitiu cirurgias mais precisas e personalizadas por meio de planejamento tridimensional, sensores hápticos e robô controlado manualmente pelo cirurgião, aumentando a segurança e eficiência do tratamento.

O sistema Mako utiliza tomografia computadorizada para criar um modelo anatômico 3D da articulação do paciente. A partir daí, os cirurgiões planejam cortes e posicionamento das próteses com alta precisão, tendo o auxílio do robô durante a operação, que limita os movimentos a áreas seguras, minimizando danos a estruturas saudáveis. Entre os benefícios observados estão redução da dor no pós-operatório, menor sangramento, menor necessidade de analgésicos e uma recuperação acelerada.

Antes, o robô Mako havia sido utilizado principalmente em hospitais de outras regiões do país, mas o uso no Centro‑Oeste representa um avanço importante no acesso regional à medicina de vanguarda. Além disso, em outubro de 2024, o Hospital Moinhos de Vento foi o primeiro no Brasil a realizar cirurgias de quadril com o sistema ROSA Hip, consolidando-se como pioneiro na adoção dessa tecnologia no país.

Em outra frente, o Hospital Einstein Goiânia, único hospital do Centro‑Oeste com grande volume de cirurgias robóticas, ultrapassou a marca de 1.500 procedimentos realizados, incluindo as especialidades de ortopedia, urologia, ginecologia e cirurgia torácica. O hospital oferece uma média de 40 cirurgias por mês e investe na formação de profissionais capacitados em cirurgia robótica, fortalecendo o polo médico da região.

Com a introdução dos sistemas robóticos para joelho e quadril, pacientes da região Centro‑Oeste agora têm acesso a procedimentos minimamente invasivos, com maior segurança, recuperação mais rápida e melhores resultados funcionais. Superar barreiras geográficas e tecnológicas, oferecendo esses tratamentos localmente, representa uma conquista expressiva para a saúde pública e privada da região.

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