Com apenas 35% de seu subsolo mapeado, o estado de Goiás pode esconder um dos maiores potenciais minerais do país — especialmente em terras raras, minerais estratégicos para a indústria de alta tecnologia. A avaliação é do secretário de Indústria e Comércio do Estado, Joel Sant’Anna Braga, que vê um cenário promissor para a exploração mineral goiana, com interesse crescente vindo até de países como Japão, Estados Unidos e China.
“Temos três grandes minas já identificadas: em Minaçu, Nova Roma e Iporá. Mas só mapeamos um terço do território. O que ainda não foi estudado pode revelar um volume muito maior de minerais raros”, afirmou o secretário.
Os chamados terras raras são compostos químicos utilizados em produtos como smartphones, carros elétricos, turbinas eólicas, baterias e equipamentos militares. Devido à alta demanda e à concentração da produção mundial (em sua maioria na China), a identificação de novas reservas desperta forte interesse geopolítico e comercial.
Joel Sant’Anna destaca que Goiás pode se tornar referência no fornecimento desses minerais. O governo estadual tem buscado atrair investimentos, parcerias internacionais e apoio técnico para ampliar o mapeamento geológico, com foco tanto na exploração sustentável quanto na agregação de valor local à cadeia produtiva.
Além de gerar empregos e fortalecer a economia do estado, a possível descoberta de novas jazidas pode colocar Goiás no centro da discussão global sobre autonomia mineral e transição energética