A agricultura de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, ganhou destaque nacional no programa Globo Rural, da TV Globo, com uma tradição que transforma a cidade durante as comemorações de seu aniversário: o cultivo das famosas abóboras gigantes. No centro da reportagem esteve a engenheira agrônoma Camila Caixeta, profissional com raízes em Vianópolis e responsável pelo acompanhamento técnico da produção.
Natural de Vianópolis, Camila é filha de Elton Félix Caixeta e Maria Augusta Caixeta, conhecida como Duta, e pertence a uma tradicional família vianopolina. Há anos morando em Rio Verde, ela atua como servidora da Secretaria Municipal de Agricultura, colocando seu conhecimento técnico a serviço de uma iniciativa que reúne agricultura, cultura e história.
À frente do cultivo, a agrônoma acompanha todas as etapas da produção, desde o plantio até a colheita. Em 2026, a plantação ocupa aproximadamente seis hectares, com expectativa de produção de cerca de 500 toneladas de abóboras. Alguns frutos impressionam pelo tamanho e podem chegar a aproximadamente 100 quilos.
Para alcançar esse resultado, o cultivo exige cuidados específicos, incluindo adubação, irrigação e acompanhamento técnico durante todo o desenvolvimento das plantas. O trabalho de Camila ganhou ainda mais projeção ao ser apresentado pelo Globo Rural, evidenciando a importância da assistência técnica na produção e preservação dessa tradição.
As abóboras gigantes fazem parte da história de Rio Verde há décadas. Durante as comemorações do aniversário do município, centenas de toneladas dos frutos são utilizadas na decoração de praças, canteiros, rotatórias e outros espaços públicos, transformando a cidade em um grande cenário temático.
A tradição também está relacionada ao conhecido apelido de “Rio Verde das Abóboras”. Relatos históricos associam a abundância do fruto na região à passagem de tropas durante a Guerra do Paraguai, no século XIX, episódio registrado pelo escritor Visconde de Taunay.
Com a tradição mantida ao longo das gerações, Rio Verde segue transformando sua produção agrícola em parte da identidade cultural do município. E, neste ano, a história também ganha um rosto vianopolino: o da engenheira agrônoma Camila Caixeta, que leva conhecimento, dedicação e suas raízes de Vianópolis para uma tradição que ganhou destaque em todo o país.