Notícias Mundiais

Demência cai entre idosos nos EUA e hábitos saudáveis podem explicar avanço

Jornal Panorama 2
20 de julho de 2026

Pesquisas indicam que pessoas das novas gerações apresentam menor risco na mesma idade, embora o número total de pacientes ainda possa crescer

A proporção de idosos norte-americanos com demência vem diminuindo nas últimas décadas. Entre pessoas de 85 a 89 anos, estimativas indicam que a prevalência caiu de aproximadamente 30%, em 1984, para cerca de 10% em 2024.

Outro estudo, publicado na JAMA Network Open, analisou dados de mais de 150 mil pessoas nos Estados Unidos, na Inglaterra e em diferentes países europeus. Os resultados mostraram que indivíduos de gerações mais recentes apresentaram menor prevalência de demência ao alcançar a mesma idade das gerações anteriores.

Os pesquisadores ainda não conseguem atribuir a queda a uma única causa. Entre as possíveis explicações estão o aumento dos anos de estudo, a redução do tabagismo e os avanços no diagnóstico e no controle da pressão alta, do diabetes e do colesterol.

A Organização Mundial da Saúde afirma que manter-se fisicamente ativo, não fumar, ter uma alimentação equilibrada, preservar os vínculos sociais e controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicose são medidas associadas à redução do risco de declínio cognitivo e demência. O tratamento de problemas de visão e audição também pode contribuir para proteger a saúde cerebral.

A Comissão Lancet sobre prevenção, intervenção e cuidados relacionados à demência estima que aproximadamente 45% dos casos estejam ligados a 14 fatores de risco potencialmente modificáveis. Isso significa que uma parcela dos diagnósticos pode ser adiada ou evitada com ações adotadas ao longo da vida e com políticas públicas de saúde e educação.

A estimativa, porém, não significa que todos os casos possam ser prevenidos. Idade, predisposição genética e diferentes doenças que afetam o cérebro também exercem influência, e pessoas que mantêm hábitos saudáveis ainda podem desenvolver demência.

Apesar da redução proporcional em determinadas faixas etárias, o problema continuará sendo um grande desafio para os sistemas de saúde. Em 2021, aproximadamente 57 milhões de pessoas viviam com demência no mundo, e o envelhecimento da população pode elevar o número absoluto de pacientes nas próximas décadas.

Os resultados trazem uma perspectiva positiva: a demência não é uma consequência inevitável do envelhecimento e medidas adotadas desde a juventude podem contribuir para que mais pessoas cheguem à velhice com melhor saúde cerebral.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de visitas: 110359