O funcionamento da tecnologia é baseado em uma entrevista realizada com o paciente. Durante o atendimento, a inteligência artificial analisa os sintomas, verifica possíveis efeitos colaterais e avalia se o caso atende aos critérios estabelecidos. Quando todas as condições são cumpridas, a renovação da receita é aprovada e enviada diretamente à farmácia.
A medida, no entanto, possui restrições. A autorização vale apenas para pacientes que já utilizam medicamentos de uso contínuo. A inteligência artificial não pode realizar novos diagnósticos, iniciar tratamentos ou prescrever medicamentos pela primeira vez.
Além disso, remédios considerados de maior risco, como opioides, medicamentos para TDAH e outras substâncias controladas, ficaram fora da autorização, reduzindo os riscos associados ao uso da tecnologia.
A decisão representa um marco importante na utilização da inteligência artificial na saúde, sendo a primeira vez que um sistema de IA assume uma função antes exclusiva de profissionais da área. Apesar disso, a responsabilidade legal permanece com seres humanos. Em caso de falhas ou erros no processo, quem responde judicialmente é a empresa responsável pelo sistema, e não a inteligência artificial.