Uma ação civil pública ajuizada em Goiás acusa o iFood de adotar práticas abusivas contra consumidores no serviço de delivery. Entre os pontos questionados estão registros de entregas como não concluídas por suposta ausência do cliente, mesmo sem comprovação, além da negativa automática de reembolsos.
A ação também aponta o encerramento imediato do canal de comunicação entre consumidor e entregador após a finalização do pedido e cita casos em que produtos não entregues teriam sido apropriados por entregadores.
A investigação foi conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Goiânia. Segundo o Ministério Público de Goiás, as irregularidades relatadas por consumidores não seriam episódios isolados. Para o órgão, os indícios reunidos apontam para um padrão de condutas que teria causado prejuízos a usuários da plataforma.
Na petição, o MPGO contesta o argumento de que o iFood atua apenas como intermediário entre restaurantes, clientes e entregadores. O Ministério Público sustenta que, ao centralizar pagamentos, cancelamentos e a resolução de conflitos, a empresa deve ser enquadrada como fornecedora direta de serviços, ficando sujeita à responsabilidade prevista no Código de Defesa do Consumidor.
Em nota, o iFood informou que está ciente da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Goiás e que se manifestará no momento oportuno. A empresa afirmou ainda que apresentará à Justiça informações técnicas que, segundo ela, demonstram a legitimidade de seus procedimentos operacionais.