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Polícia Civil cumpre mandado e apreende medicamentos irregulares para emagrecimento em Goiânia

Jornal Panorama
4 de dezembro de 2025

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), cumpriu nesta quarta-feira (3) um mandado de busca e apreensão domiciliar na Região Noroeste de Goiânia. A ação integra uma investigação que apura a comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento e crimes contra a saúde pública.

As apurações tiveram início após denúncias sobre a venda indiscriminada de emagrecedores supostamente distribuídos para todo o país e anunciados em perfis de redes sociais. O monitoramento policial identificou que a residência investigada funcionava como ponto de armazenamento e distribuição dos produtos. De acordo com a polícia, consumidores eram atraídos por promessas de emagrecimento rápido, sem qualquer alerta sobre riscos à saúde, incluindo a possibilidade de dependência química.

Durante o cumprimento do mandado, realizado com apoio da Vigilância Sanitária Municipal, as equipes localizaram uma nova modalidade de venda de produtos irregulares de alto custo. Dentro do imóvel foram apreendidos medicamentos sem registro, insumos utilizados para aplicação, documentos com indícios de falsificação e material publicitário. Todo o conteúdo foi recolhido e será submetido à perícia, com objetivo de identificar fornecedores, além de mapear a extensão da rede de clientes. A moradora do local foi intimada a prestar esclarecimentos na Decon.

A Polícia Civil reforça que a venda de medicamentos sem registro, de origem desconhecida ou manipulados sem controle sanitário constitui crime hediondo contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal. Segundo a Decon, o consumo desses produtos representa risco iminente à vida, uma vez que não há garantias sobre a composição real das substâncias, tampouco sobre as condições de armazenamento.

A corporação afirma que a operação reafirma o compromisso das forças de segurança de Goiás em desarticular esquemas que lucram com práticas ilegais envolvendo saúde e em retirar de circulação produtos capazes de causar danos à coletividade.

As investigações continuam e devem alcançar outros envolvidos na cadeia de distribuição.

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