Publicações em redes sociais, conversas e capturas de tela estão ganhando cada vez mais força como provas em ações judiciais que pedem revisão ou aumento de pensão alimentícia.
De acordo com especialistas em Direito de Família, os chamados prints ajudam a demonstrar que o genitor possui condição financeira superior à declarada durante o processo.
Na prática, fotos, stories e postagens que revelem viagens, compras de alto valor ou sinais de vida de luxo podem servir como indícios de mudança no padrão de vida. Os tribunais têm reconhecido a validade dessas provas, especialmente quando acompanhadas de extratos bancários, testemunhos ou outros documentos.
Para reforçar a autenticidade, o ideal é registrar uma ata notarial em cartório, certificando o conteúdo das capturas de tela. Também é importante que os prints mostrem data, perfil e contexto visíveis.
Um exemplo comum é o de responsáveis pela pensão que alegam não ter condições de aumentar o valor, mas exibem nas redes sociais sinais de prosperidade. Nesses casos, os juízes podem aplicar a chamada “teoria da aparência”, considerando a ostentação como indício de melhora financeira.
O uso de provas digitais tem se tornado cada vez mais relevante no Direito de Família, refletindo o impacto das redes sociais nas relações pessoais e nas disputas judiciais.