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Adeus a Pedro Papiri: aos 107 anos, morre o homem que guardava a memória de Santa Cruz de Goiás

Jornal Panorama
4 de novembro de 2025

Santa Cruz de Goiás amanheceu de luto nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, com a partida de Pedro Antônio Miguel, conhecido carinhosamente como Pedro Papiri; um dos moradores mais antigos e respeitados do município, verdadeiro símbolo da história e da força do povo quilombola.

Aos 107 anos de idade, Pedro Papiri era considerado um guardião da memória santacruzana. Nascido em Minas Gerais, chegou ainda criança ao distrito de Santo Antônio da Esperança (Rio do Peixe), onde cresceu e dedicou sua vida ao trabalho nas fazendas da região, seguindo os passos do pai, Antônio Miguel Arcanjo, de quem herdou o apelido “Papiri”.

Mais do que um trabalhador rural, Pedro foi um pilar da Comunidade Quilombola Mucambo, sempre presente nas celebrações, nas lutas e nas tradições que mantêm viva a identidade do povo quilombola em Santa Cruz de Goiás.

Durante sua longa trajetória, recebeu diversas homenagens e honrarias: o título de Cidadão Santacruzano, a Comenda Minha Terra Meus Amores, concedida pela Comissão Santacruzana de Folclore, e a Comenda Anhanguera, maior honraria do Governo de Goiás; reconhecimentos que marcaram sua importância histórica e social para o município e para o Estado.

Com sua partida, Santa Cruz perde não apenas um morador ilustre, mas um símbolo de resistência, sabedoria e memória viva. As histórias e os ensinamentos deixados por Pedro Papiri permanecem como um elo entre o passado e o presente, inspirando as novas gerações a valorizar suas raízes e sua cultura.

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