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Envolvido em ataques violentos contra torcedores rivais é preso em Goiânia

Jornal Panorama
4 de setembro de 2025

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (2/9) no Setor Santa Helena, em Goiânia, a Operação “Bola da Vez”, com objetivo de combater crimes praticados por integrantes da torcida organizada Esquadrão Vilanovense. O foco principal é o grupo autointitulado “13º Comando”.

A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais, via Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Deic/Geprot). A troca de informações entre o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe) e o Geprot permitiu a identificação dos envolvidos nas ações criminosas.

As investigações identificaram dois principais alvos, que são apontados como líderes na prática de emboscadas e ataques violentos contra torcedores rivais.

Um deles é Jorge Luis Oliveira Pinto, vulgo “Cara de Cavalo”, que foi preso na operação. O outro é Anderson Matheus Batista, vulgo “Mucilon”, que encontra-se foragido.

Um dos episódios mais graves atribuídos ao grupo ocorreu em 19 de julho de 2025. O fato se deu na Praça Jerivá, Setor Santa Helena. Na ocasião, os criminosos estavam portando arma de fogo. Eles atacaram membros da torcida Força Jovem. Também atacaram torcedores do Goiás Esporte Clube que retornavam de uma partida pela Série B do Campeonato Brasileiro.

O grupo danificou um veículo automotor. Efetuou disparos de arma de fogo. Teve o claro propósito de intimidar e aterrorizar os torcedores adversários.

Na operação foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão. Eles resultaram na captura de Jorge Luis Oliveira Pinto. Foram apreendidos vários itens nos locais vistoriados, incluindo expressiva quantidade de maconha. Também foram apreendidas munições de calibre .38. Foram recolhidos ainda aparelhos celulares e materiais ligados à torcida organizada.

O investigado Anderson Matheus Batista também era alvo da operação. Ele não foi localizado. Permanece foragido.

A divulgação das imagens e da identificação dos presos seguiu a Lei n.º 13.869/2019. Também obedeceu à Portaria n.º 547/2021/DGPC. Foi mediante despacho da autoridade policial responsável, com fundamento na possibilidade concreta de identificação de novas vítimas.

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