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Polícia Federal desarticula esquema de fraude de R$ 110 milhões envolvendo a Caixa Econômica e “laranjas”

Jornal Panorama
21 de agosto de 2025

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (21) a segunda fase da chamada Operação Oasis 14, que investiga um sofisticado esquema de fraudes em empréstimos que teria lesado o sistema financeiro nacional em cerca de R$ 110 milhões.

Segundo as investigações iniciadas em 2024, seis servidores da Caixa Econômica Federal — além de quatro funcionários de bancos privados — estariam envolvidos no esquema que utilizava pessoas de baixa renda como “laranjas” para a obtenção ilegal de crédito. Essas operações eram realizadas por meio de empresas de fachada, uso de imóveis reais como fachada, abertura de contas falsas e simulação de movimentações financeiras com a cumplicidade dos bancários envolvidos.

A ação da PF cumpriu 26 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em oito municípios do Rio de Janeiro e em São Paulo. Dentre os locais atingidos, está São Pedro da Aldeia, onde foi apreendido um revólver com seis munições, resultando na prisão em flagrante de um dos investigados por posse ilegal de arma.

A integração entre a PF e a Caixa foi determinante para o avanço da investigação. Os cruzamentos de dados permitiram identificar aproximadamente 200 operações de crédito fraudulentas, que somaram pelo menos R$ 33 milhões em prejuízos específicos à Caixa Econômica Federal, enquanto o total estimado de fraudes ao sistema financeiro chega aos mencionados R$ 110 milhões.

Em nota, a Polícia Federal destacou que o esquema criminoso envolvia uma organização estruturada:

“O esquema criminoso incluía simulação de movimentações financeiras, uso de imóveis reais como fachada para empresas fictícias, além da abertura de contas e concessão de empréstimos com auxílio dos bancários integrantes da ORCRIM (organização criminosa).”

À disposição da Justiça

A PF não divulgou os nomes dos envolvidos. O caso segue sigiloso e em investigação, com a possível responsabilização criminal por crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros previstos no ordenamento jurídico. A Caixa, por sua vez, ainda não se pronunciou formalmente sobre o caso, ao passo que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também foi procurada para comentar o envolvimento de instituições privadas — até o momento, sem retorno.

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