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MP pede bloqueio de até R$ 3 milhões em bens de empresário que confessou matar gari em Belo Horizonte

Jornal Panorama
20 de agosto de 2025

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu à Justiça o bloqueio de até R$ 3 milhões em bens do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, que confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. O pedido também envolve a esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, sob o argumento de que ela responde solidariamente, já que a arma usada no crime era de sua propriedade.

O homicídio ocorreu na manhã de 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital mineira. Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando Renê, irritado com o caminhão que obstruía a via, desceu do carro e atirou contra o gari, atingindo-o na costela. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no local.

Renê foi preso em flagrante e, inicialmente, negou o crime. Em novo depoimento, porém, admitiu ter atirado e afirmou que usou a arma da esposa sem o conhecimento dela. A delegada é investigada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil por possível falha na guarda da pistola.

De acordo com o MPMG, o bloqueio de bens busca assegurar uma eventual indenização à família da vítima e evitar risco de desvio de patrimônio, considerando a repercussão do caso e o padrão de vida do casal divulgado em redes sociais. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido.

O crime causou grande comoção social. No velório de Laudemir, familiares, amigos e moradores realizaram protestos cobrando justiça, enquanto organizações sociais reforçaram a necessidade de responsabilização do empresário.

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