O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025, resultado 60,2% menor do que o apurado no mesmo período de 2024, quando o lucro havia sido de R$ 9,5 bilhões.
Principais fatores da queda
O resultado foi impactado, sobretudo, pelo aumento da inadimplência nas carteiras de crédito, com destaque para o agronegócio. O índice geral de inadimplência subiu para 4,21% ante os 3% registrados um ano antes. Outro fator determinante foi o crescimento das provisões para perdas com crédito, que somaram R$ 15,9 bilhões no trimestre — alta de 104% na comparação anual.
Revisão das metas para o ano
Diante do cenário negativo, o Banco do Brasil revisou para baixo suas projeções financeiras para 2025. A nova estimativa de lucro líquido ajustado fica entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, bem abaixo do intervalo anterior, que ia de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido também recuou, passando de 21,6% no segundo trimestre de 2024 para 8,4% no mesmo período de 2025.
Impacto no setor financeiro
A forte retração no resultado do Banco do Brasil influenciou o desempenho geral do sistema bancário. O lucro líquido somado dos cinco maiores bancos do país atingiu R$ 27,98 bilhões, uma queda de 5,61% na comparação anual. Mesmo com a pressão sobre os resultados, o Banco do Brasil manteve posição de relevância no setor, com ativos totais superiores a R$ 1,3 trilhão e uma carteira de crédito expandida de R$ 1,24 trilhão.