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Cientistas descobrem que ouro está subindo do núcleo da Terra para a superfície

Jornal Panorama
29 de maio de 2025

Um estudo recente publicado por geocientistas revelou um fenômeno impressionante: ouro e outros metais preciosos estão “vazando” do núcleo da Terra em direção à superfície ao longo de milhões de anos. A descoberta foi feita por pesquisadores da Arizona State University, nos Estados Unidos, e reacende discussões sobre a origem dos depósitos minerais encontrados na crosta terrestre.

De acordo com a pesquisa, o movimento acontece por meio de plumas do manto, grandes correntes de rocha derretida que sobem do núcleo em direção ao manto e à crosta terrestre. Essas plumas transportam metais como ouro, platina, níquel e cobre, que originalmente estariam concentrados no núcleo metálico do planeta, onde a gravidade os atraiu logo após a formação da Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram isótopos de ferro em rochas vulcânicas originadas nas profundezas do manto terrestre. As composições encontradas indicam a presença de material vindo diretamente do núcleo, sugerindo que há uma interação entre as camadas internas da Terra maior do que se imaginava.

“Isso muda o que sabíamos sobre a dinâmica interna do planeta e ajuda a explicar como certos metais preciosos chegaram à superfície”, afirmou o professor Steven Shirey, coautor do estudo.

O ouro que chega à superfície por esse processo não é visível a olho nu nem em grandes quantidades, mas a descoberta é significativa para a geologia e para a indústria de mineração. Isso porque pode ajudar a localizar novas áreas ricas em metais preciosos, que antes eram consideradas improváveis.

Os cientistas também ressaltam que o processo é extremamente lento, ocorrendo em escalas de dezenas a centenas de milhões de anos, e não representa qualquer tipo de alteração perceptível para a superfície terrestre no curto prazo.

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature, uma das mais respeitadas do meio acadêmico, e está sendo considerada uma das mais relevantes do ano na área de geociências.

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