O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), assinou nesta terça-feira, 20, o decreto que determina a retomada do uso dos cartões corporativos na administração municipal. O instrumento, que estava suspenso desde 2021 por decisão da gestão anterior, volta a ser utilizado como forma de agilizar pequenas despesas e gastos emergenciais da máquina pública.
Segundo a Prefeitura, os cartões serão utilizados exclusivamente para despesas específicas, como pequenos reparos, aquisição emergencial de materiais e gastos imprevistos de secretarias, autarquias e fundações. A medida, de acordo com o prefeito, busca tornar a gestão mais eficiente e menos burocrática.“O cartão corporativo permite uma resposta mais rápida a demandas do dia a dia da administração. Vamos garantir o controle total e a transparência dos gastos”, declarou Mabel durante a assinatura do decreto.
Controle e fiscalização
O decreto estabelece limites de valores, tipos de despesas permitidas e responsabilidades dos servidores que farão uso dos cartões. Cada órgão da administração direta e indireta terá um gestor responsável por acompanhar as despesas realizadas.
A Controladoria-Geral do Município ficará encarregada de realizar auditorias periódicas e emitir relatórios de prestação de contas. A Prefeitura também informou que todos os gastos com os cartões corporativos serão publicados no Portal da Transparência, de modo que a população possa acompanhar a movimentação.
“Essa ferramenta será usada com responsabilidade, com regras claras, e estará sujeita ao acompanhamento dos órgãos de controle interno e externo”, reforçou o secretário de Finanças de Goiânia, André Alves.
Histórico
Os cartões corporativos estavam suspensos desde 2021, após denúncias de uso indevido e falta de prestação de contas em gestões passadas. A decisão de Sandro Mabel em reativar o sistema vem acompanhada de um pacote de medidas de modernização administrativa e reforço na fiscalização de recursos públicos.
A retomada dividiu opiniões na Câmara Municipal. Enquanto alguns vereadores elogiaram a proposta de maior agilidade na gestão, outros cobraram garantias de fiscalização rigorosa e responsabilização em caso de uso indevido.