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Anvisa aprova primeiro medicamento para tratar Alzheimer em estágio inicial no Brasil

Jornal Panorama
24 de abril de 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (22/4), o Kisunla (donanemabe), o primeiro medicamento autorizado no Brasil para o tratamento de sintomas iniciais da doença de Alzheimer. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o remédio é indicado para pacientes em estágio inicial da doença, com comprometimento cognitivo leve ou demência leve.

O donanemabe é um anticorpo monoclonal que se liga à proteína beta-amiloide, responsável pela formação de placas no cérebro associadas ao Alzheimer. Ao reduzir esses aglomerados, o medicamento retarda a progressão da doença.

A medicação é administrada por via intravenosa, uma vez por mês, em ampolas de 20 ml, e só pode ser utilizada mediante prescrição médica. A Anvisa ressaltou que a segurança e eficácia do Kisunla continuarão sendo monitoradas após sua liberação, com acompanhamento rigoroso.

A aprovação foi baseada em um estudo internacional, conduzido em oito países e envolvendo 1.736 pacientes. O protocolo clínico aplicou doses iniciais de 700 mg nas três primeiras infusões, seguidas por 1.400 mg mensais. Após 76 semanas, os pacientes tratados com o medicamento apresentaram uma progressão clínica significativamente menor em comparação com os que tomaram placebo.

Apesar do avanço, o Kisunla não é indicado para todos os pacientes. Há contraindicações para pessoas que fazem uso de anticoagulantes, como varfarina, e para aquelas com angiopatia amiloide cerebral. Também não é recomendado para quem possui o gene ApoE e4, associado a maior risco de efeitos adversos.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem reações à infusão, como febre e dores. Mesmo com as restrições, a chegada do Kisunla representa um importante avanço no combate ao Alzheimer no Brasil.

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